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Um dia depois do ano passado

Um dia depois do ano passado

espero por ti .

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vou estar sempre "lá". Nesse lugar que parece abstrato, mas que quando é nosso se torna concreto. "Lá", onde o infinito é aqui e o incerto é seguro. Onde sou o abraço que precisas e a palavra que não precisa de ser dita. Sabes que estou "lá", onde me quiseres. À distância de um "preciso de ti", de um "preciso de desabafar", o que quer que seja. Tu sabes.

Sabes que o tempo é nosso, mesmo quando não o temos. Sabes que os minutos são parte de cada encontro marcado. Sabes que há vida além dos meros ponteiros, mas sabes que o que nos controla, faz-nos querer ter sempre a agenda preenchida de nós. Que assim seja, daqui para a frente. Sempre soubemos lidar com as horas que nos escapam, aproveitando cada momento.

Fica em mim. Não te atrases. A vida é agora. Sem cronómetro.

Faz-me querer que o relógio está certo. Que mesmo que deixe de funcionar, tu vens ao meu encontro.

Estou à tua espera. Em cada tempo escondido pelo "tic tac" eu oiço cada passo, do teu percurso, até a mim chegares.

 

 

 

foste .

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Foste mar, quando eu era terra. Foste água, quando eu era fogo. Foste miragem, quando eu era realidade. Foste um livro por ler, quando eu era uma história de inspiração. Foste pedaço, quando eu era totalidade. Foste efemeridade, quando eu era eternidade. Foste frase feita, quando eu era inesperada. Foste poesia, quando eu era prosa. Foste superficial, quando eu era profundidade. Foste lápis, quando eu era caneta. Foste o medo de errar, quando eu era a certeza de conseguir. Foste vento, quando eu era tranquilidade. Foste figura de estilo, quando eu era o tempo presente de uma conjugação verbal. Foste relógio parado, quando eu era a pilha que impulsionava a vida. Foste tudo o que eu não fui. E eu, fui tudo o que nunca foste capaz de ser.

a alma do avesso .

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Do infinito ao agora.

Na sensação de um beijo perdido.

Uma vida à deriva.

Um amor dividido.

 

Um olhar que mata.

Nas confidências de um café.

De sabor amargo.

Que no cais acorrenta.

 

Um tempo por viver.

Embriagado no excesso de promessas.

Que por deixarem de ser.

Fazem do barco o avesso.

 

Não afunda.

Não parte.

Não desaparece.

...

mas magoa a alma que não viaja, por medo de se perder. 

 

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